Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência Pública

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Publicação série Reforma da Previdência – 2
19 de março de 2019
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Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência Pública

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Neste dia 22 de março, as Centrais Sindicais, Federações e Sindicatos filiados estão se mobilizando em todo o país, em defesa da Previdência Pública e contra o fim das Aposentadorias.

O Sindicato dos Químicos de Rio Claro está presente nas empresas da base, distribuindo orientações sobre os principais pontos da Reforma da Previdência proposta pelo governo, que prejudicarão ainda mais os trabalhadores.

“A reforma da previdência é absolutamente nefasta para a camada mais pobre da população, importante a conscientização dos prejuízos econômicos e sociais para a classe trabalhadora do Brasil”, diz Francisco Quintino, presidente do Sindicato dos Químicos de Rio Claro.

A ideia da reforma é: trabalhar mais, contribuir mais e ganhar menos.

Saiba o que vai acontecer se a proposta do governo for aprovada:

  • Acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição;
  • Impõe a obrigatoriedade de idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres;
  • Aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos.
  • Muda o cálculo do valor do benefício. Ao invés de contabilizar 80% dos salários mais altos que você recebeu na vida, como é hoje; vai contabilizar todos os seus salários, desde os primeiros.
  • E quem quiser receber o valor integral do benefício terá de trabalhar e contribuir durante 40 anos.

 

Abono Salarial

Limita o pagamento do abono salarial apenas para quem recebe até um salário mínimo, equivalente a R$ 998, e dificulta as regras de acesso a esse benefício, que hoje é pago para quem recebe até dois salários mínimos (R$ 1.996).
Hoje, 23 milhões de pessoas recebem esse direito.
Com a Reforma, somente 2,7 milhões terão o benefício.
Fim do FGTS para os trabalhadores aposentados

Para você que já é aposentado e continua trabalhando, a reforma apresentada pelo governo acaba com o direito aos depósitos mensais do FGTS. Caso o aposentado seja demitido perderá também o direito ao pagamento da indenização de 40% sobre o saldo FGTS.

 

Desvinculação dos benefícios do Salário Mínimo
Outra questão que preocupa bastante é a desvinculação dos benefícios previdenciários do salário mínimo. Isto sem dúvida alguma vai afetar fortemente a vida das mulheres e dos trabalhadores de uma forma geral.

 

Proibição de acumulação de benefícios

A reforma da Previdência proíbe a acumulação de mais de uma aposentadoria por regime e de mais de uma pensão por regime. Admite-se a acumulação de aposentadoria com pensão, mas haverá uma gradual redução no valor do benefício concedido posteriormente. Além disso, desvincula o valor mínimo da pensão do Salário Mínimo Nacional, que passará a ser calculada com base em uma cota familiar de 50% mais 10% para cada dependente até o limite de 100%.

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Material Plástico, Químicas e Farmacêuticas de Rio Claro e Região